- Você já pensou que poderia ser adotada?
- Já sim...Será que eu sou adotada e meus pais não me contaram?
- Não sei... Ah, já pensou se a gente descobre que uma de nós é adotada e depois que uma é irmã da outra? Ia ser tão legal!
- É, mas quem ia ser a adotada? Eu gosto da minha mãe... Acho que você ia ter que ser a adotada.
- (...) mas eu também gosto da minha!
- Acho que se a gente fosse irmãs, ia viver brigando, sabe?
- Por que você acha isso?
- Você iria viver pegando minhas roupas, minhas sandálias, minhas bonecas, meus prendedores de cabelo e iria se dar bem com a mamãe por ser baixinha.
- Mas você já me empresta essas coisas; lembra quando a gente trocou os sapatos? Ou daquela vez em que você me emprestou aquele seu chapéu rosa? Ou ainda quando a perna da minha boneca soltou e eu brinquei com a sua? E eu não sou baixinha, você que é grande demais.
- É disso que eu tô falando; imagina se fôssemos irmãs? Você pegando minhas coisas quando as suas quebrassem... Acho que eu não ia gostar. E de onde foi você tirou que eu sou grande? Minha mãe disse que eu tenho a altura ideal para minha idade.
- Bom, a minha também me disse isso... Você acha que eu destruo suas coisas?
- Só ás vezes, mas eu sei que é sem querer e não fico brava, porque a gente se vê pouco.
- Verdade. Se você já faz uma careta enorme aqui na escola, imagina morando na mesma casa que eu?
- É... Acho melhor a gente continuar sendo só amigas...
- É... Até porquê, eu ainda prefiro a minha mãe.

3 comentários:
Ah... Que conto mais fofo... adorei!
Para mim, existem dois tipos de irmãs: a irmã-irmã, que é aquela que tem a mesma mãe que você, te irrita, briga contigo mas que também te ajuda e que você ama muito - embora nem sempre admita... -, e a irmã-amiga, que é aquela que tem outra mãe, mas você ama tanto que é como se fosse sua irmã de mesma mãe, embora ela também te irrite às vezes, e com quem você briga, mas sempre acaba se reconciliando.
E seria muito estranho se a irmã-amiga fosse irmã-irmã, porque irmã-amiga é irmã-amiga, e irmã-irmã é irmã-irmã.. rs
Como cheguei à essa conclusão? É que eu tenho os dois tipos... quando você tem um carinho fraternal por alguém que tenha outra mãe, não a sua, você pensa nessas coisas...
Enfim... preciso dizer que você é minha irmã-amiga? Preciso mesmo dizer que tenho por ti esse carinho fraternal? Uhn... acho que não... deixa eu fazer um pouco de pirraça que é pra não fugir à tradição.. rsrs!
Beijo!
Michelle...
Aaah, que bom que gostou!!
Saiba que vc é minha irmã-amiga, amiga-irmã, minha chorona-irmã-amiga etc, etc etc...
Só uma coisinha: suas birras e pirraças tornam você a irmã mais nova, portanto, trate de me obedecer com mais frequência mocinha (ham!).
Super beijo!
Ah que coisa mais fofa.
É aquela história né, a gente não escolhe familia, mas escolhe os amigos, por essa razão as vezes conseguimos nos dar melhor com o amigos, eu acho, rs.
Muito amor esse conto Bia, adorei.
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