Provavelmente, se perguntassem à dona Íris, sua mãe, sobre a
localidade da filha, esta diria sem titubear: “está em Livros!". Sim, em
Livros com letra maiúscula mesmo. É
para lá que a menina de aparência frágil e humor de caráter duvidoso vive
viajando. Sobre a menina, pouco saberia dizer de forma concisa, uma vez que
esta teima em contradizer quaisquer definições. Não sabe ser a mesma todo dia. É iniciante nessa coisa de camaleão, e ainda não sabe controlar as habilidades em prol dos seus desejos.
As amigas, diriam que a garota é uma rebelde sem causa, que não
consegue manter-se na calçada e nasceu mulher no Dia do Homem, só pra
contrariar mesmo! E diriam mais: que
pessoa alguma permitisse deixar-se guiar por ela, pois esta não tem o mínimo de
senso de direção. É uma chata; não gosta de videogame, animes, ou seriados
muito longos. Não sabe contar piadas
– embora suas trapalhices a tornem muito
engraçada –, evita jogos por ser competitiva demais, e tem oscilações
comportamentais espantosas. Trata-se de uma jovem com alma de velha, que necessita da boa energia daqueles que a cercam para sobreviver.
A moça, caso fosse descrever ela, por ela mesma, apenas
diria: não
sou diferente, e tão menos possuo dons excepcionais que me coloquem acima de
qualquer outra pessoa. Apenas sei fazer
a diferença na vida daqueles que escolho participar, e me empenho em realizar
com excelência, tudo aquilo que me disponho a fazer.
Não sei bem como funciona esse pólo de atração que tenho
incrustado ao âmago do que sou, e que às vezes acontece sem motivo aparente. Mas, se acaso você estiver
comigo e esse tal 'magnetismo' teimar em acontecer, tenha em mente que tal fato
provavelmente será recíproco, e que eu serei tão vítima deste quanto você.
E não, eu não sei desligar isso.
