Plenitude

Adoro o jeito como ele me enche os olhos e me esvazia a boca. Adoro quando volta com os pedaços de mim, com todos os caquinhos, sem deixar-se esquecer do mais pequenino.
Amo o jeito como me alegra e se consome em mim, como me consome e revitaliza logo depois. Adoro quando seus lábios encontram os meus, percorrendo  minha pele e retornando à minha boca. Adoro como ele sempre volta. Como me toca, por dentro e por fora, como me ama pelo que sou e pelo que me falta, o estar aqui pelo tudo e pelo nada. 
    
Eu simplesmente amo quando ele me pega no colo e me trata como criança, amo sua cara irritada quando o faço sair na chuva, amo seu jeito sexy de me repreender, a reconciliação depois da briga, o abraço quente depois de um dia ruim. Amo o jeito como me acolhe e cuida de mim. 
    Enlouqueço com seu ciúme indiferente, com sua idiotice excessiva, com seus vícios e manias, com sua insistência boba de ser sempre o primeiro a entrar no banheiro. 
    Detesto seu desapego. Me aflige, me assusta. Não conheço isso de desprendimento. E mesmo assim ele me conforta. Me ensina, dia após dia, que desapego e desamor nunca foram sinônimos para ele. Me complementa e suplementa.
    Me é suficiente. Lindamente suficiente. 




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