Como não soubesse ser outra coisa, sempre fora mãe.
Como não tivesse outra cousa, que não, zelar pelas coisas dos filhos.
Como não tivesse outra fonte de força que não os próprios.
Filhos estes que eram também mãe, uma vez que nunca foram filhos.
Mãe esta que também era filho, uma vez que jamais tenha sido mãe verdadeiramente.
Filhos estes que agitam, que chutam e que bicam.
Filhos estes que vão.
Mãe esta que fica.
De tamanho inapreciável!
"É grande, ou pequena? Em quanto se avalia a estima?"
De valor inapreciável.
I-N-A-P-R-E-C-I-Á-V-E-L.
Que palavrinha mais vazia e oca! Dissimulada, ambígua!
Um truísmo. Sim, um truísmo!
Truísmo este que cabe no bolso uns,
tanto quanto se mostra indiscutivelmente avultado na bagagem de outros.
Inapreciável.
Quanto vale isto para você?
Isto que é tudo e nada.
Nada. Inapreciável. Tudo.
Inapreciável.
Atenta-te a evidência desta pequenez!

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