Ele é um menino que carrega um homem nas costas, que carrega um demônio sentado bem no centro de sua barriga. 'Ai' é cada passo que alfineta, é cada regra que a razão impõe.
O homem sorri e sorrirá enquanto o menino o carregue. O demônio suga, suga e cresce, e bole nos sentidos de seu estômago. Desequilibra o homem que derruba o menino, que sente a bile lhe rasgar caminho a cima e queimar-lhe destino abaixo.
Por que o homem ri enquanto treme? Por que se contorce, estaca feito feto e arregala os olhos lhe fazendo censura? Pega o homem que resiste e segue, o demônio agora entre os dois, apodrecendo o menino que é cerne, alicerce.
Enfraquecido, por fim, deixa-se domar. A raiz perece, o casco perece. Ao redor o demônio suga, suga, suga.
Libertem o menino!
Nenhum comentário:
Postar um comentário