Hasta ahorita me quedo buscando por una palabra que pueda cargar todo el sentido de lo que tengo vivido en este año. Creo que libertacion sea la palabra. Quizás gratitud.

Siento que estoy caminando al desconocido de una manera que jamás lo he hecho. Y todo lo que veo son grandes oportunidades. Aúnque tenga miedo, la gana de agarrar el futuro y ponerle delante de mis gafas es más fuerte que todo.

Tengo mis vivencias sentadas en el muslo; las pongo allí e me quedo a mirarles sin prisa. Las veo sonriendo y diciéndome que los dibujos del destino, no son nada más allá de lo que tanto deseo.

Pues, ¡vengan!
Um brinde.

À toda sorte de um amor estável, tranquilo. Aos novos amigos, que agora se fazem presentes tal qual os de outrora. Ao flerte, tão vazio quanto um sorriso por educação. Ao desejo.

Aos novos objetivos: mesma essência, outra roupagem. Às vivências, mortas ao se fazerem memória.

Que tudo se sepulte e que o desconhecido me abale! O que é que urge; a alma, o tempo, a vida? Todo meu ser sufoca e suplica!

Eu tenho tanto medo de estagnar...

"Viver não é estar contraído, nem é estar relaxado: é um processo", afirmou Grotowski durante a exposição de seus conceitos quanto à aplicação das escolas de teatro em relação ao relaxamento total de um corpo, a fim de atingir a máxima das técnicas de atuação. 

Em verdade, o método de Grotowski era inteiramente de processos baseados no amadurecimento do ator na integração total de sua mente e atributos corporais em palco, que é local de provocação e confronto, ponto de transgressão onde a troca entre elenco e espectador se dão simultaneamente.

O diretor polonês nos convida, em seu livro "Para um teatro pobre", a retornar ao cerne do teatro, para o que é fundamental em sua essência. Reforça que cada ato é único e que um deve preceder ao outro com disciplina, sem atropelamentos. "Antes de reagir com a voz, deve-se reagir com o corpo"; observar, compreender e controlar seu instrumento de trabalho que nada mais são do que os órgãos, os membros, as articulações enfim, para que este conjunto não falhe quando o âmago do personagem vier se manifestar no recipiente de almas que é o ator, tendo em vista o fato de que "o teatro é um ato biológico e também espiritual." 

Estando-se então diante daquilo que Grotowski denominou de a "espinha dorsal" do teatro, temos a revelação de que é o ator, aquilo do qual o teatro não se desprende. Pode-se fazer teatro sem maquiagem, figurinos, iluminação, cenografia, música, instrumentos, palco, texto. O ator - o verdadeiro ator - exprime sua arte mesmo despido dos recursos e máscaras da vida cotidiana, transcende o teatro sintético, rico em suas imperfeições. É essencial ao teatro pobre que tudo venha do corpo e através dele.

Grotowski também propôs que houvesse uma mudança a respeito do posicionamento dos espectadores diante dos experimentos, no intuito de provocar maior participação do público em suas montagens - esse tipo de montagem continua a ser evidenciado até hoje em apresentações de cias pelo uso do palco como teatro laboratório, onde atores e espectadores formam "elencos" que se integram e aos quais o diretor, de certa forma, dirige; transformando todo o espaço em local de atuação. - Outra espécie de  utilização de espaço que torna o contato entre espectador e ator mais íntimo, é o teatro arena, onde os atores desenvolvem a cena em um palco central, propiciando a sugestão da observação de um ato proibido "como se estivessem em uma arena para touradas ou em uma sala de operações"; esse tipo de cenografia foi concebida  na montagem de O Príncipe constante.

A direção que o Teatro Laboratório seguia em suas pesquisas, fazia referência à Stanislavski e seus métodos, mesmo que por diversas vezes as respostas às questões levantadas fossem opostas ao que propunham os resultados obtidos por Stanislavski. Na formação de seus atores, Grotowski trabalhava com a "erradicação de bloqueios", onde impulso interior e ação exterior agiam em conjunto, abdicando da busca por resultados ao trabalhar em prol destes, pois fazê-lo implicaria no comprometimento do processo criativo natural, resultando num conjunto de soluções clichês. No entanto, essa composição artificial, segundo o diretor polonês, não limitaria o espiritual, muito pelo contrário; os conduziria a ele. Sendo assim, a utilização de signos como unidade elementar de expressão age "como uma isca, à qual o processo espiritual responde espontaneamente e contra a qual ele se debate". Por intermédio desses signos então, dispõe-se a ação motivada - ou seja, dotada de sentido -, ligada diretamente ao nosso conhecimento empírico, às nossas experiências de vida, assim como são os gestos que praticamos.

O teatro pobre de Gerzy Grotowski é um grande e intrigante paradoxo. É um conjunto de métodos que trabalha diretamente com antíteses, e que por isso exige de nós, estudantes de teatro, atenção redobrada na interpretação e aplicação de seus métodos. Eu não sei se minha análise está inteiramente correta, se aqui eu expus tudo o que pretendia dizer. Esta dissertação está sujeita à mudanças futuras, uma vez que todo e qualquer contato artístico torna a aprendizagem constante.

Lembra da vez em que eu te falei daquele bairro que dava bem pra ser das nossas vidas; bem localizado, todo lindo, todo paz, todo-todo? Onde se exibiam porções de "aluga-se" e ofertava-se "vende"? Você se lembra? É que eu não consigo parar de pensar naquele bairro. Em especial naquela casinha de aspecto simples, dum charme todo singular, todo a gente. Todo você. Todo eu.

Tá pedindo uma reforma, mas o que é que tem? Arrumaríamos emprego, pintaríamos a fachada de azul royal e ao fim da tarde eu te esperaria na porta usando um avental de florzinha, com os braços abertos e um bolo de laranja em cima da mesa.

Sabe de mais uma coisa? Novamente me pego interrompendo o fluxo de criação, porque a finalização desta banalidade que você lê me vem à mente. Certas coisas nunca mudam. Você sabe do meu tique quanto à repetição de palavras, da minha mania por sonoridade. É que eu notei que tem muito "todo" nisso tudo. 

E foi então que eu vi. Que o tudo, o meu tudo, é a gente numa casinha azul royal, comendo bolo de laranja, falando do preço do arroz, do leite, tentando descobrir o que fazer com a água do macarrão, já que ninguém comprou a massa. 

Eu troquei a roupagem para repetir o que você já sabe: a minha totalidade só existe quando eu estou com você.

Diário de Bordo é a mais nova etiqueta do escaninho.

Nasce duma profunda necessidade de voltar a escrever. Fundamenta-se na percepção de mim mesma, da minha falta de tato ao julgar que tenho tino, que tenho senso ao questionar esses filhos de algo que estonteiam meu ser.

Dos breves apontamentos à análises profundas, este marcador carregará minhas concepções quanto às leituras que venho fazendo. Das ponderações que me inspiram, das afirmações que me instigam, me surpreendem.

Diário de Bordo é por fim, mas (não) menos importante, o resultado dos retalhos que pego num canto e noutro daquilo que leio; dessas palavras que eu bebo como se as possuísse e que se tornam minhas ao denotar o que sou.




Não que eu espere sinceramente que alguém ainda acompanhe isto. Pois sim, eu gosto é de me anunciar.


Eu sinto saudade da passividade com que você aceita meus lábios quando te beijo e da reação completamente instintiva do teu corpo quando se excita. Da ânsia que te impele quando o desejo ascende. E dos teus músculos relaxando, ao fazê-lo cessar.

A memória, vira e mexe traz à tona cada detalhe do cheiro da tua pele, do gosto que tem o teu gosto; aliando-se ao tempo e dando origem a um tipo de dor unicamente contemplativa, que só baixa a guarda quando te tenho e que volta em seguida, ao notar que você já se foi.

Ah, como eu amo você.
Ele é um menino que carrega um homem nas costas, que carrega um demônio sentado bem no centro de sua barriga. 'Ai' é cada passo que alfineta, é cada regra que a razão impõe.

O homem sorri e sorrirá enquanto o menino o carregue. O demônio suga, suga e cresce, e bole nos sentidos de seu estômago. Desequilibra o homem que derruba o menino, que sente a bile lhe rasgar caminho a cima e queimar-lhe destino abaixo.

Por que o homem ri enquanto treme? Por que se contorce, estaca feito feto e arregala os olhos lhe fazendo censura? Pega o homem que resiste e segue, o demônio agora entre os dois, apodrecendo o menino que é cerne, alicerce. 

Enfraquecido, por fim, deixa-se domar. A raiz perece, o casco perece. Ao redor o demônio suga, suga, suga.

Libertem o menino!




Acordei num pulo, ao notar que ele me encarava com seus olhos vermelhos e aspecto pálido, ao mesmo tempo em que balançava seu relógio de bolso e gritava desesperadamente que não havia tempo. Argh, maldito coelho!, pensei eu, o que há agora? Vi meu corpo sendo envolto por vultos de incerteza, medo e desilusão - que sentimentos melhores do que estes para fazer o trabalho sujo? Fechei os olhos e esperei pela aterrissagem. 

Recordava-me bem da última visita que fizera à mim, e não posso afirmar que estive ansiosa por outra. Ser conduzida até ali, ao âmago do que sou, só poderia significar que algo de muito errado estava acontecendo. 

Não houve tempo para cerimônias; o caos reinava em mim: uma tempestade de areia acontecia naquele exato momento. Vi sonhos sendo levados, desejos chocando-se com indecisões, amores despedaçados, confianças que se esvaíam. Vi também certo alguém em meio àquela desordem, acenando com força para que o seguisse. Mas por que você?, pensei eu, estupefata. E por que diabos, sempre venho parar no deserto? Ao que este, sem cerimônia alguma, pegou-me pelo braço e arrastou-me até uma barreira de esperança.

Redemoinhos e grandes quantidades de massa investiam contra nós, tal qual uma muralha em movimento, fazendo estremecer e fragmentar as bordas de nossa pequena barreira. 


- Você precisa de certezas!, gritou ele com a voz esganiçada.

- Mas é lógico que eu preciso! Acha que sou idiota? 

A muralha investe com mais força e um grito de extremo pavor é externizado. Sou eu quem grita. Um grito de pavor pelo que há em mim. Ele segura-me pelos ombros e tenta novamente:

- Essa tempestade, essa bagunça toda, céus, isto aqui está um caos! Você foi trazida aqui por um motivo. Você precisa de certezas, - interrompo-o aos gritos.
- Você já disse isso!
- Não me interrompa! - sua voz era firme, enquanto que seus olhos o contradiziam - Você precisa de certezas. Isso não vai terminar, ou pelo menos não de um jeito agradável, se você não tiver alguma base estabelecida. Esse caos será você por toda a sua vida, se continuar se negando aos alicerces. 
- Mas eu não as tenho agora! Merda, não se obtém esse tipo de coisa assim, em questão de segundos!
- Pensasse nisso antes de desfazer-se de tudo! Antes de desacreditar de tudo aquilo que desenvolveu durante anos! Antes de deixar a si própria sem um chão onde pisar!  À minha volta as coisas pareciam piorar, portanto evoluíam, ao passo que eu, continuava a mesma: sem rumo.

- Ei, vamos lá, você consegue, disse-me ele com afeto. Concentre-se.
Foi o que fiz. Pensei em certezas e ao meu redor, a desordem cresceu. Fui repreendida como quem rouba num jogo de tabuleiro:
- Não essas certezas! Você entendeu o que eu quis dizer! Disse-me como quem se apieda, segurando uma de minhas mãos, com esperança.

Procurei em minha mente as melhores lembranças do meu mundo, vi recordações que migraram outrora reforçando nossa barreira, trabalhando pela plenitude das minhas decisões. Também pude sentir. Sua mão me firmando em terra, quando tudo o mais explodia acima de nossas cabeças, meus sentimentos exauridos, mas em alívio, meus pertences se restabelecendo. Como numa genuína precipitação pós levante de poeira,  uma chuva colorida se derramou sobre nós. Fitei seu olhar com carinho, agradecendo-lhe sem palavras. Eu finalmente voltaria para casa.

Deitada, senti brotar em meus pensamentos respostas embrulhadas como recompensas por todo o esforço bem sucedido. Fora ele, porque jamais outro alguém pareceu fazer-me incitar tanto a razão. Num deserto, porque é preciso incluir como rota também o que causa repulsa dentro da gente, onde parece haver apenas o nada. Um punhado de insignificâncias não o são verdadeiramente.

E, verdadeiramente, as soluções sempre aparecem dentro de nós mesmos.


Ei, se liga! A intertextualidade tá aqui!

 Tem gente que é amor.

Aponta em você três sorrisos: um para o constrangimento, um para ser educada, e outro para demonstrar regozijo. Sabe que você está tentando manter o foco quando mordisca os lábios, e que não entendeu nada quando coça a cabeça. Já evidenciou isso mais de mil vezes.

Te faz rir das coisas mais banais, te constrange com sua espontaneidade, transborda e irradia vida por onde quer que passe. Faz querer ousar, arriscar, ir ao ápice e voltar em seguida, com cara de rotina. Desperta o desejo pelo sensitivo, por que é somente disto que se compõe sua alma. Quer o cume dos sentidos e isso custa; sacrifica o que for necessário. 

Faz e acontece, definha de amores, de ódio e de tédio. Retoma o ciclo, fazendo estragos e alegrias pelo caminho. Te mostra a máscara de segunda-feira e traz a sexta nos olhos.

Tem gente que é amor.




Olá, como vai? Indo correndo pegar o caminho no futuro ou o quê? Comigo tá tudo bem, na medida do possível - quando a gente tira o ruim, tudo fica bom. Ruim mesmo é quando tiramos isso e não sobra nada, não é mesmo?

Já fazia um tempo que eu havia enjoado do layout do blog, do título e cabeçalho. Pensei, ah, por que não mudar? Comecei na brincadeira, e quando vi, tinha feito a maior bagunça, aí eu tive que prosseguir. Cá está o resultado; o máximo de mim, o melhor que eu consigo fazer no momento. E com um pequeno agrado a vocês, Michelle e Jefferson, que sempre arranjam um tempinho para visitar as centelhas virtuais dessa menina de humor oscilante - mas tudo bem ser assim. É caráter de pessoa sensível, certo?

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" É o que acontece sempre que nossos relógios insistem em combinar os ponteiros: são os teus olhos que me roubam com os cantos e se sobressaltam quando me têm toda a face. O meu deleite? É ver que eles se recolhem apenas para voltar em seguida. Estou na sétima série outra vez; qualquer olhar em foco põe tudo às favas! Você é sétima série. Entro no seu jogo.


Faço que durmo, adormeço de fato. Te busco e te encontro. Um, dois segundos: orgulho em chamas, os olhos fogem. Faço que me distraio, me distraio de fato. Miro seu rosto. Opa, rápido demais! Você mal pôde disfarçar desta vez. 


Agora sou eu quem faz as honras: as faço e faço errado, olho reto ao invés de acautelado. Você se acua. E eu me perco na singularidade do seu rosto, tentando ter mais desse olhar de criança assustada.


Chega a sua hora de saltar e nos despedimos em silêncio, enquanto eu me divirto internamente com a sua insegurança infantil.


Ei, eu também te acho bonito.


Tenha um bom dia."

Em Sampa, todos usam relógio. Toda a massa corre de um lado a outro, comprometida com obrigações de grande cidade. São Paulo é PIB. É o grosso, é estatística, é a generalização do todo. 

Tudo é Sampa, todos respiram Sampa! São Paulo é satélite. 

E nesta cidade de todo o povo, na metrópole mais brasileira do Brasil, ficam pelos cantos e sem espaço, o nosso povo-alicerce, subjugado e servil. Que labuta e labuta para fazer-se digno, mas que não vive de fato. 

São Paulo: uma cidade onde as putas e os vagais são os únicos que desfrutam de algum prazer por mais de um quarto de hora por dia. Sampa é injusta.

E caso houvesse uma pesquisa que avaliasse a Felicidade interna Bruta do brasileiro, ainda sim, o paulistano estufaria o peito e diria: sou feliz.

Mal sabe ele.