Em Sampa, todos usam relógio. Toda a massa corre de um lado a outro, comprometida com obrigações de grande cidade. São Paulo é PIB. É o grosso, é estatística, é a generalização do todo.
Tudo é Sampa, todos respiram Sampa! São Paulo é satélite.
E nesta cidade de todo o povo, na metrópole mais brasileira do Brasil, ficam pelos cantos e sem espaço, o nosso povo-alicerce, subjugado e servil. Que labuta e labuta para fazer-se digno, mas que não vive de fato.
São Paulo: uma cidade onde as putas e os vagais são os únicos que desfrutam de algum prazer por mais de um quarto de hora por dia. Sampa é injusta.
E caso houvesse uma pesquisa que avaliasse a Felicidade interna Bruta do brasileiro, ainda sim, o paulistano estufaria o peito e diria: sou feliz.
Mal sabe ele.
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