Vivendo e (des)aprendendo



Já reparou em quanta coisa a gente aprendeu e hoje em dia nem se lembra? 
É como se o cérebro não armazenasse na memória o que a gente já não 'usa' mais. Vai ver ele faz uma faxina anual e descarta tudo aquilo que não tem a importância que teve outrora, deixando mais espaço para o que está por vir. 

Como diz uma ex-professora minha, a gente acaba se direcionando para aquilo que mais nos interessa no momento, nos isolando de todo o resto. Quando se dá um passo pra frente, algo inevitavelmente fica para trás.

Tipo pular corda: eu sabia entrar, pular foguinho, fazer giros e coreografias. Tipo bambolê que eu sabia girar no braço, na cintura, no pé, no pescoço e ainda saltar por dentro do arco. Tipo me sentir o Flash da Liga da Justiça. 

Li em algum lugar que quando a gente cresce, não fica impossível ser feliz, só fica mais difícil. E fica difícil justamente porque as coisas que queremos exigem mais esforço. Aprender a girar um arco é bem mais fácil do que conseguir passar no Vestibular. E leva menos tempo também.


De quando em quando, quebro o relógio que vive no ponteiro do não há tempo e deixo que o passado me alcance. Custa caro, porque relembrar não é o mesmo que reviver. A gente aprende e desaprende conforme nos convém, sempre olhando para frente.


O futuro, meus caros, é um eterno labirinto.

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